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naddr1qv…5ld7Laudo sobre celular de Vorcaro abala prova central, mas não comprova adulteração A defesa de Daniel Vorcaro transformou registros técnicos do celular do ex-controlador do Banco Master em uma ofensiva contra a principal prova da Operação Compliance Zero. Segundo a perícia particular entregue ao Supremo Tribunal Federal, 657 arquivos foram modificados e 436 criados depois da apreensão do aparelho, em novembro de 2025. Para os advogados, é “estarrecedor” que centenas de arquivos apresentem modificações quando já estavam sob custódia estatal.
O dado mais sensível envolve o principal banco de dados do WhatsApp. O arquivo ChatStorage.sqlite registrou uma modificação seis segundos após o encerramento de uma conexão USB. Mas a análise não revela o que mudou, nem permite concluir se houve inclusão, exclusão ou alteração deliberada de mensagens. Também não esclarece se a conexão serviu para transferir dados ou apenas carregar o aparelho.
É nessa lacuna que as interpretações se separam. A defesa afirma que, sem os arquivos brutos, códigos hash e registros de manuseio, não há como verificar independentemente a autenticidade do material. Por isso, pede a preservação e entrega dos dados originais, além da revogação da prisão preventiva. A PF, em manifestação anterior, declarou que mantém o material original, com “documentação formal da cadeia de custódia, lacres preservados e mecanismos de verificação de integridade digital”.
O laudo pode ainda repercutir sobre mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, que nega ter participado dos diálogos divulgados. Parte das imagens encontradas no aparelho teria datas posteriores à apreensão, mas a perícia não demonstra que elas correspondam às comunicações atribuídas ao ministro.
A eventual anulação das provas, portanto, está longe de ser automática. O próprio perito reconhece que os registros, isoladamente, não determinam quem operou o telefone nem se houve intervenção humana deliberada. Ao mesmo tempo, sustenta que a falta de explicação técnica impede tratar as alterações como “automáticas, rotineiras ou inofensivas”. Entre a suspeita levantada pela defesa e a garantia oferecida pela PF, caberá ao STF decidir se a dúvida exige apenas esclarecimentos — ou compromete a investigação.
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Laudo sobre celular de Vorcaro abala prova central, mas não comprova adulteração
Laudo sobre celular de Vorcaro abala prova central, mas não comprova adulteração
