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Para que serve uma eleição? Quem é o destinatário da eleição?
A eleição é feita para o eleitor. Em teoria ele é o mandante que elege os mandatários que dirigem o país.
Muito bem. Se a eleição é feita para o eleitor, todo o processo deve ser conduzido de forma que seja INTELIGÍVEL e TRANSPARENTE para a eleitor médio.
O eleitor médio não tem capacidade de entender e acompanhar a auditoria da apuração de votos em um sistema eletrônico.
É justamente por este motivo que países desenvolvidos ainda mantém a apuração analógica por voto impresso, mesmo tendo tecnologia e recursos para sistema eletrônicos.
Um sistema eletrônico, por mais vantagens teóricas que tenha como velocidade e economia de recursos, não é intuitivo para o eleitor médio e, por este motivo, acaba se tornando um sistema péssimo que só cria dúvidas sobre a lisura do pleito.
Negar o backup analógico de votos e uma auditoria analógica de apuração de votos impressos é negar TRANSPARÊNCIA ao eleitor médio.
Então o estado que recusa transparência ao cidadão deve sim ser visto com desconfiança. Punir o cidadão por desconfiar de uma tecnologia ininteligível é sadismo estatal. Nenhum cidadão deve ser obrigado a confiar em tribunais e em equipamentos eletrônicos. Nenhum cidadão deve ser punido por questionar a apuração eletrônica. Só isto já é um enorme passo para uma autocracia tecnocrata.
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2026-10-28 17:47:00 UTCEvent JSON
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