A partir de abordagens diversas, o GT busca analisar as implicações da IA nas práticas sociais, na cultura e nas relações de poder. Trata de um conjunto de questões que emergem das análises sobre a dimensão, agência, autonomia, riscos e tendências dos sistemas de decisão automatizados. O grupo quer abrir espaço para trocas entre análises sociotécnicas e tecnopolíticas que superem o discurso mercantil. Busca-se compreender os envolvimentos e efeitos que as diversas abordagens e práticas operacionais da IA produzem: nas classes sociais; nas questões de gênero e raça; nas mediações e interações (que constroem ou alteram); nos dispositivos de controle; na vigilância; no trabalho; nas comunidades tradicionais; no capitalismo contemporâneo; na crise ambiental e em disputas geopolíticas contemporâneas. O campo das ciências sociais tem produzido muitas pesquisas sobre a intensa penetração da IA na sociedade, lidando tanto com os treinamentos da IA, baseados na extensa coleta, armazenamento e tratamento de dados, como na aplicação de processos de aprendizagem de máquina para a formação de subjetividades e modulação de comportamentos.