Não faz sentido tentar negar a inefabilidade através dessa passagem, afinal a inefabilidade não abarca a vida do Papa, e sim somente suas proclamações enquanto pastor universal da Igreja do mundo inteiro em assuntos de fé e moral, papas pecam e podem ser repreendidos por isso, desde que com respeito.
O pleno assentimento por todos não se aplicou nem ao Cristo, que era o próprio Deus encarnado, quanto mais a Pedro e seus sucessores, não seria devaneio de Pedro temer que a opinião alheia, embora não o devesse fazê-lo em virtude do cargo que ocupava.
O papado nunca se opôs ao ensino bíblico através da Tradição, pois a própria bíblia é fruto da Tradição. O evangelho foi, primeiramente, anunciado oralmente através do discurso dos apóstolos e só décadas depois se houve preocupação em escrever alguma coisa, o primeiro livro do NT foi 1 Tessalonicenses, 51 d.C. O próprio Cristo nunca ordenou que nada fosse escrito, antes instruiu aos apóstolos a pegar a pregar a toda criatura.
Além disso, por muitos séculos a circulação de livros, incluindo a bíblia, era muito escassa, já que a produção era muito lenta e só no século XV, com advento da imprensa, que esse problema foi solucionado e, mesmo com o aumento da produção, a maioria das pessoas eram analfabetas. Isso por si só já faz a Sola Scriptura uma doutrina insustentável, fora o fato de que não há menção dela na bíblia, o que configura em petição de princípio.
