Concordo com a conclusão.
Eu sou um descrente da sustentabilidade económica do RBU, mas supondo que é possível.
O RBU permiteria dar um rendimento básico para todos, os "serviços mínimos". O trabalho passaria a ser opcional, para quem quiser um extra, mas apenas uma pequena parte terá acesso a um trabalho.
Enquanto, quem não trabalha tem acesso a uma casa básica num gueto ou num monte no meio do nada, um Opel Corsa e produtos industralizados. Vão ter acesso ao básico para subsistir.
Por outro lado, temos os que trabalham, vão poder viajar, ter uma casa com piscina ou com vista para o mar, vão ter um bruto Mercedes, acesso a comida saudável.
Em suma, vão existir exatamente os mesmos problemas que temos hoje em dia, uma cultura da inveja.
A luta de classes vai se manter, só que vão existir 3 classes, a burguesia, o proletariado e os RBU.
Só que desta vez o proletariado também será odiado e os RBU serão os novos pobres.
Os pobres vão ser sempre a maioria, vão querer controlar o estado, para atacar a burguesia e agora também o proletariado.
Como deu para perceber eu sou um pessimista em relação ao RBU.
Eu acho que só será possível, num sistema comunista com esteróides, em países com grande dimensões, com autosuficiência em recursos naturais e os cidadãos teriam que ter as suas liberdade e direitos altamente limitadas.
Mas a história já nos provou, que nenhum sistema comunista funciona, porque simplesmente ignoram a natureza humana e que as pessoas movem-se por incentivos.
