Pró-governo diz que goleada deixa o Flamengo com uma mão na taça A goleada por 4 a 1 sobre o Vasco mudou o tom da corrida pelo Brasileirão. Com 73 pontos, três à frente do Palmeiras e duas vitórias a mais, o Flamengo viu sua chance de título saltar de 69,6% para 86,8%, segundo cálculos da UFMG; a probabilidade palmeirense caiu para 13,2%.
Os números sugerem uma arrancada decisiva, mas não encerram a disputa. Milton Neves avalia que o Flamengo está “consolidando seu favoritismo”, embora ressalve que o Palmeiras “continua muito vivo”, sobretudo porque receberá o líder no confronto direto da 36ª rodada. A diferença está também no calendário: enquanto os cariocas concentram forças no Brasileiro, a equipe de Abel Ferreira divide atenção com a semifinal da Copa do Brasil e a final da Libertadores.
Dentro de campo, Pedro encerrou um jejum de seis jogos pelo clube com dois gols, e Samuel Lino marcou outros dois. O Vasco chegou a empatar com Lescano e teve oportunidade de virar, mas perdeu força depois do intervalo. Ainda assim, uma leitura vê a rodada como praticamente definidora: Julio Gomes escreveu que o Flamengo “encaminhou o decacampeonato nacional”, apoiado na vantagem, no critério de vitórias e em uma tabela teoricamente favorável.
Para o Vasco, porém, o debate vai além do placar. Pedro Emanuel fez cinco mudanças e utilizou uma formação mista pensando na semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras. Mauro Cezar Pereira atribuiu parte do desastre à decisão de levar o clássico ao Nilton Santos, criticando o presidente Pedrinho por colocar “picuinhas à frente dos interesses do próprio time”.
Assim, a mesma noite produziu diagnósticos opostos: para o Flamengo, confirmação de favoritismo; para o Vasco, o custo elevado de uma aposta estratégica. A taça ainda não está entregue, mas a margem para reação do Palmeiras ficou muito menor.
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